| Seguradoras querem regulamentar reutilização de peças para coibir desmanches |
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O diretor-executivo da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg), Neival Freitas, sugeriu ontem em audiência pública da Comissão de Viação e Transportes a regulamentação da reutilização de peças de veículos para coibir o roubo de veículos para desmanche. Ele explicou que, atualmente, medidas como rastreamento de veículos já não são mais eficazes. "Há alguns anos, o rastreamento tinha 95% de eficácia, hoje não chega a 60%. Isso porque já foi desenvolvido mecanismo para impedir o sinal do rastreador", afirmou Freitas. Na audiência, cujo objetivo foi discutir a regulamentação da Lei Complementar 121/06, que cria o Sistema Nacional de Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas, o diretor da Fenaseg informou que apenas 47% dos 1,9 milhão de veículos roubados nos últimos 5 anos foram recuperados. Ele explicou que, dos veículos que não são encontrados, 53% vão para desmanche. Compartilhamento de informações Já o chefe da Divisão de Repressão a Crimes contra o Patrimônio da Policia Federal, Luiz Flávio Zampronha, defendeu a criação de um sistema de cooperação entre as polícias civis dos estados e a Policia Federal para viabilizar o compartilhamento de informações e facilitar a realização de forças-tarefa para coibir o roubo e o furto de veículos. "Hoje temos um projeto piloto em Pernambuco, em que fazemos uma força-tarefa com participação das polícias civil, militar e rodoviária. Mas essa é uma solução precária.Atualmente para obtermos informações sobre os roubos de veículos contamos com a colaboração de parceiros, inclusive da iniciativa privada", disse Zampronha. Ausência do ministro O deputado Hugo Leal (PSC-RJ) criticou a ausência do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que confirmou a presença, mas não compareceu. "Não temos informações do que está sendo feito pelo governo para implementar esse sistema de prevenção e represssão ao furto e ao roubo de veículos, previsto na lei. Vou pedir uma audiência com o ministro para indagar o que está faltando para essa regulamentação. Temos que encontrar uma solução", disse. Hugo Leal explicou que as informações apresentadas à comissão serão reunidas em um documento, que será enviado ao Ministério da Justiça e à Casa Civil. Fonte: Câmara dos Deputados |
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